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Mais uma invenção israelense para facilitar sua vida

A compactação dos objetos é uma tendência irreversível. O estilo minimalista deixou a esfera da política e das artes para invadir o universo das coisas. Para fazer sucesso, um equipamento tecnológico ou qualquer outro bem, deve perseguir o desafio de gastar menos, pesar menos, medir menos, ocupar menos, atrapalhar menos. Basta olhar ao nosso redor para se certificar de que esta tendência veio para ficar.

Um objeto que evoluiu diminuindo foi a câmera fotográfica. Inventada por Louis Daguerre e Joseph Niépce, a máquina começou a ser produzida em escala comercial no ano de 1839, através do empresário francês Alphonse Giroux. Constituída de uma pesada caixa de madeira, as primeiras câmeras necessitavam de pesados suportes não só para suportá-las como para dar a estabilidade necessária para a operação.

Com o passar dos anos, outros objetos foram sendo inventados, mas poucos caíram tão rapidamente no gosto das pessoas quanto o telefone celular móvel. Conhecido em Portugal como telemóvel, foi desenvolvido pela Motorola de Israel com o aprimoramento – leia-se “redução de tamanho” – dos primeiros equipamentos inventados pela Motorola dos Estados Unidos.

Tendo em vista os inconvenientes da portabilidade e, obviamente, os altos preços dos então chamados “tijolões”, a Motorola Israel passou a desenvolver equipamentos mais eficientes, mais baratos e, claro, mais pequenos.

Em pouco tempo, a reinvenção israelense tomou conta do mundo. E não demorou muito para que esta cruzasse com a então sesquicentenária máquina fotográfica.  

Em 1 de novembro de 2000, a empresa japonesa Shapu Kabushiki-gaisha, mais conhecida como Sharp, surpreendeu o mundo ao acoplar uma pequena máquina fotográfica a um dos seus produtos. Considerado o primeiro telefone celular móvel capaz de tirar fotos, o J-SH04 tinha um fantástico display com 256 cores e uma câmera fotográfica de 0.11 megapixel! Depois, em 2002, a BlackBerry lançou o primeiro “telefone inteligente”, seguido da Apple, que em 2007 consolidou a ideia de “smartphone”. E o ato de tirar fotografias nunca mais foi o mesmo.

À esquerda, o jogador de beisebol Herman Schaefer usa uma câmera Graflex para fotografar as arquibancadas durante um jogo realizado em abril de 1911. À direita, o também atleta de beisebol, Justin Verlander, repete o mesmo gesto, em julho de 2018. 107 anos separam as duas imagens.

Tirar fotografias através de um smartphone é nos dias de hoje é algo tão simples quanto escovar os dentes, mas mesmo assim ainda paira no ar uma desconfiança entre os profissionais da área. Embora eventualmente usem seus aparelhos móveis, os fotógrafos profissionais resistem em migrar das grandes e pesadas máquinas para os pequenos objetos. Pelo ritmo que as coisas andam, isto é apenas uma questão de tempo.

A qualidade final da fotografia ainda é um trunfo para as fabricantes de máquinas tradicionais. E é possível que isso ainda se mantenha por algum tempo. Mas, a distância que separa a qualidade de uma foto feita por uma máquina DSLR para uma tirada através de um smartphone vem diminuindo a cada ano. E agora, uma empresa israelense se coloca, novamente, na vanguarda da mudança, desenvolvendo aquela que pode ser a máquina que vai acabar com as outras máquinas: A Pictar Pro.

A Pictar Pro é um equipamento desenvolvido pela Miggo, uma startup israelense fundada em 2014, cuja sede fica em Netzer Sereni, na Shephelah, região central de Israel. A cidade onde se encontra a empresa criadora da Pictar Pro tem uma emocionante história, pois foi fundada em 1948 por sobreviventes da Shoah (Holocausto). Terminada a Segunda Guerra Mundial, muitos dos judeus libertados do campo de extermínio de Buchenwald rumaram para Israel, onde fundaram esta cidade.

E foi neste local emblemático que a Miggo desenvolveu as primeiras experiências visando o desenvolvimento de um equipamento que juntasse os recursos sofisticados de uma câmera profissional com um smartphone. Ao acoplar-se ao smartphone, a Pictar Pro “assume” as funções da câmera fotográfica do equipamento, potencializando o seu desempenho e transformando um simples telefone celular numa possante câmera DSLR.

O estojo da Pictar Pro foi projetado para se parecer com a lendária câmera Leica, dispondo de um corpo sólido, com acabamento clássico. Está disponível no momento para iPhone e para as versões mais recentes do sistema Android. Atuando na forma plug-and-play, a Pictar Pro reconhece automaticamente os smartphones iPhone, Samsung Galaxy e Sony.

Além do tamanho compacto, do preço acessível e da praticidade com que se acopla aos smartphones, a Pictar Pro tem a vantagem de facilitar a vida do usuário comum. Enquanto a operação de uma câmera DSLR é intrincada e confusa, a Pictar Pro é praticamente um coadjutor do fotógrafo. Seja ele profissional ou amador.

“O importante para a fotografia é o momento da captura e não o ato de ficar procurando menus para descobrir a melhor forma de capturar este momento”, diz Guy Sprukt, um dos executivos da Miggo. “A Pictar Pro ajuda não só a controlar a sua fotografia, como a fazer vídeos com melhor qualidade, algo impossível de se conseguir usando apenas a câmera de um smartphone”, concluiu o inventor.

Em Portugal, há uma empresa que representa a Pictar Pro, importando e distribuindo o produto, que pode ser encontrado em lojas como a FNAC e a Worten, já os consumidores brasileiros ainda precisam adquiri-lo no exterior.

Portanto, se você é do tipo que gosta de fotografar, mas fica decepcionado com a qualidade das imagens captadas pelo seu smartphone, está na hora de transformar o telefone numa câmera profissional. E esta é mais uma das formas de Israel contribuir para facilitar a nossa vida.

REDAÇÃO DA ANDS

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