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O primeiro-ministro britânico Boris Johnson foi reeleito numa votação história nesta quinta-feira, 12. Johnson conseguiu a maior diferença de votos das últimas décadas, 43,6% contra 32,2% do Partido Trabalhista.

Os “tories”, liderados por Boris Johnson, conseguiram eleger 365 deputados, ultrapassando os 326 lugares necessários para ter a maioria absoluta no Parlamento. É uma vitória esmagadora dos conservadores e uma derrota histórica dos trabalhistas.

A vitória de Johnson representa uma vitória também para o Brexit, uma vitória para os britânicos conservadores e, vejam só, uma vitória também para Israel, afinal, Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista britânico e candidato derrotado por Boris Johnson, é notório por suas ações e declarações antissemitas.

Por outro lado, Boris Johnson sempre se mostrou amigo de Israel e isso é de extrema importância para a economia israelense, pois a Grã-Bretanha é o terceiro maior mercado de exportação de Israel, depois dos Estados Unidos e China.

O comércio entre Israel e a Grã-Bretanha é de 8 bilhões de libras esterlinas, cerca de 36,5 bilhões de shekels, em negócios que vão dos serviços, especialmente serviços financeiros, até a alta tecnologia e a área cibernética.

As principais exportações de Israel para o Reino Unido são medicamentos, pedras preciosas, plásticos, equipamentos mecânicos, eletrônicos e frutas e legumes.

Numa época em que na Europa cresce o sentimento antissemita, travestido de bloqueios econômicos através das ações do movimento Boicote, Desinvestimentos & Sanções (BDS), a saída do Reino Unido da União Europeia, aliada à eleição de um amigo de Israel, faz-nos deslumbrar um auspicioso crescimento nas relações comerciais de Israel com a Grã-Bretanha.

A vitória de Boris Johnson foi recebida com entusiasmo por diversas lideranças políticas israelenses. Gideon Sa’ar usou o Twitter para parabenizar o vencedor. “Parabéns ao primeiro-ministro Boris Johnson e ao Partido Conservador Britânico por uma impressionante vitória eleitoral!”, tuitou o representante do Likud no Knesset. “O Partido Trabalhista, liderado por Corbyn, conduziu uma política decididamente anti-israelense, uma extrema amizade com os inimigos de Israel, aliando-se a posicionamentos antissemitas. Sua derrota é uma alegria e um alívio para a comunidade judaica britânica”, concluiu Gideon Sa’ar.

“Meu amigo, Boris Johnson, parabéns pela sua vitória nas eleições do Reino Unido e pela derrota que você infligiu ao antissemita Corbyn”, declarou Nir Barkat, também representante do Likud no Knesset. “Conhecendo-o como prefeito de Londres, parlamentar e primeiro ministro, não tenho dúvidas de que liderarás com sucesso a nação britânica e fortalecerá e aprofundará a parceria entre o Reino Unido e o Estado de Israel”, completou Barkat.

Yair Lapid, um dos líderes do Kahol Lavan, partido que faz oposição a Benjamin Netanyahu, também manifestou alegria pela vitória de Johnson: “Parabenizo meu amigo Boris Johnson por sua vitória nas eleições. Sua vitória é uma derrota para o antissemitismo. Tenho certeza de que, sob a liderança dele, podemos fortalecer e aprofundar as relações entre Israel e a Grã-Bretanha. Parabéns Boris e boa sorte”, disse Lapid.

Yoaz Hendel, outro representante do Kahol Lavan, disse que a vitória de Johnson era “a vitória da razão sobre um ódio antigo”, e o deputado Matan Kahane, da Nova Direita, concluiu: “Estou grato a Deus e aos cidadãos do Reino Unido por terem feito a escolha certa.”

Antes das eleições, o rabino-chefe da Grã-Bretanha, Ephraim Mirvis, publicou um artigo no qual criticava o adversário de Boris Johnson por este ter se recusado a reconhecer o antissemitismo existente dentro do Partido Trabalhista britânico.

Numa entrevista à BBC, 4 vezes foi perguntado a Jeremy Corbyn se ele se desculpava pelo fato do seu partido não reprimir o antissemitismo dos seus representantes, mas Corbyn se recusou a fazê-lo.

Mais tarde, numa entrevista concedida a Philip Schofield, da ITV, Corbyn foi novamente questionado quanto à questão e o líder trabalhista também foi enigmático nas suas respostas.

Desde 2018 o próprio Partido Trabalhista israelense suspendeu as relações com Corbyn, acusando-o de mostrar hostilidade à comunidade judaica e de permitir declarações antissemitas.

Por isso, diante da vitória do conservador Boris Johnson, até mesmo os representantes da esquerda israelense parabenizaram o vencedor: “Eu nunca imaginei que ficaria tão feliz com uma derrota trabalhista!”, exclamou Itzik Shmuli no Twitter. Shmuli foi eleito para o Knesset como deputado do Partido Trabalhista Gesher.

ANDS | ARUTZ SHEVA | HAARETZ | BBC | ITV

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