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Segundo o Jerusalém Post, a Autoridade Palestina está “’profundamente preocupada” com um possível acordo de paz entre Israel e o grupo terrorista Hamas. Na edição desta quinta-feira, 16, o diário israelense diz que as autoridades palestinas em Ramallah expressaram profunda preocupação com relatos de que Israel e o Hamas estão próximos de chegar a um acordo de cessar-fogo de longo prazo na Faixa de Gaza.

Embora o Hamas negue as negociações, há um grupo de mediadores trabalhando para aproximar as duas partes. Fazem parte deste grupo representantes da ONU, do Egito e do Catar. O objetivo dos negociadores é “aprimorar” entendimentos anteriores de cessar-fogo do Hamas com Israel.

Segundo informações da Autoridade Palestina, que controla o lado árabe na Judeia e na Samaria, o Hamas não está autorizado a conduzir negociações com Israel ou com qualquer outro negociador, principalmente em relação à situação na Faixa de Gaza.

Segundo diversas fontes, Israel recentemente tomou algumas medidas para diminuir as restrições ao enclave costeiro governado pelo Hamas.

As medidas, vistas no contexto das negociações indiretas entre Israel e Hamas durante um cessar-fogo de longo prazo, incluem a expansão da zona de pesca para pescadores palestinos e a emissão de milhares de licenças para que comerciantes da Faixa de Gaza possam ter livre trânsito para Israel, o que contribuiria para dinamizar o comércio no lado árabe.

No entanto, representantes da Autoridade Palestina e do Fatah, grupo rival do Hamas, disseram estar convencidas de que o Hamas está tentando chegar a um acordo político com Israel, a fim de garantir o controle contínuo do movimento na Faixa de Gaza.

“A liderança palestina acompanha com profunda preocupação os relatórios sobre uma possível trégua entre Israel e o Hamas”, disse Ahmed Majdalani, membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). “O Hamas se recusa a anunciar os detalhes do acordo com Israel”, diz Majdalani, “a questão é: o que o Hamas receberá em troca?”, indaga o líder do mais antigo grupo terrorista palestino.

O Hamas assumiu violentamente o controle da Faixa de Gaza no verão de 2007 e depois de uma guerra civil onde centenas de palestinos foram mortos pelos próprios palestinos, o grupo rival, Fatah, foi expulso da Faixa de Gaza, mantendo-se desde então uma dura rivalidade entre ambos.

Um possível acordo de paz aliviaria, mesmo que momentaneamente, as tensões na fronteira de Israel com Gaza e isso não atende aos interesses do Fatah, que aposta nas ações das Forças de Defesa de Israel para fragilizar o inimigo fraterno.

Azzam al-Ahmed, alto funcionário do Fatah na Cisjordânia, disse que um acordo de cessar-fogo “aprofundaria as divisões” entre os palestinos e abriria o caminho para o estabelecimento de um estado palestino separado na Faixa de Gaza. “O Hamas está agindo por conta própria e sem consultar outras facções palestinas”, disse Ahmed. “Vamos considerar qualquer acordo que o Hamas alcance [com Israel] como ilegítimo e contra os interesses de nosso povo”.

É a velha máxima árabe em ação: “Eu contra o meu irmão; eu e o meu irmão contra o meu primo; eu, o meu irmão e o meu primo contra Israel.”

Neste caso, prevalece a primeira parte do provérbio.

ANDS | JPOST

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