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Coronavírus

O que Israel está fazendo e como será o mundo após o coronavírus


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A imagem acima mostra a reunião do ministro da Defesa de Israel, Naftali Bennett, com oficiais das Forças de Defesa de Israel para discutir os novos protocolos relativos aos israelenses diagnosticados com o novo coronavírus Covid-19.

ESTUDO DO IMPERIAL COLLEGE DE LONDRES FAZ IMPORTANTE ALERTA

O isolamento social poderá durar 18 meses. Manchete do Jerusalem Post, o mais importante jornal israelense, alerta que “estudo chocante sobre o coronavírus aponta que pessoas podem ficar isoladas por 18 meses”.

Numa reportagem de Seth J. Frantzman, publicada na edição desta sexta-feira, 20, o mais antigo e mais importante jornal israelense abre espaço para um estudo realizado pelo Imperial College, de Londres, estudo este que chama a atenção para o grande número de vítimas que poderão ser atingidas bem como para o perigo respresentado por um iminente colapso dos sistemas de saúde em todo o mundo. O estudo aponta ainda que para evitar o mal maior, as autoridades devem tomar medidas mais sérias. Imediatamente.

Segundo o Jerusalem Post, o primeiro-ministro do Reino Unido e presidente dos EUA foram as primeiras autoridades a receber o resultado do estudo.

O NOTÍCIAS DE SIÃO tem evitado veicular notícias alarmistas, principalmente quando estas carecem de respaldo credível, mas não podemos ignorar as advertências lançadas pelos cientistas do Imperial College.

Dezenas de especialistas haviam informado aos formuladores de políticas que a modelagem mostrava que milhões morreriam e que os sistemas de saúde seriam sobrecarregados, segundo o relatório. Uma luta contra o vírus pode durar 18 meses, segundo o jornal.

Diz o Jerusalem Post, citando o estudo, que para mitigar o desastre, novas medidas precisariam ser adotadas imediatamente e durar meses antes de serem relaxadas. A vida nunca será a mesma.

Tudo leva a crer que foram os resultados deste estudo que levaram tanto o presidente dos EUA, Donald Trump, quanto o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, a mudar o tom dos seus discursos e a aumentar os testes e as medidas.

Quanto a Israel, é impressionante notar como as medidas tomadas pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu vão ao encontro das recomendações propostas pelos cientistas do Imperial College.

Em Israel, a ameaça do vírus foi levada a sério muito mais cedo. As medidas foram duras, receberam críticas por parte de empresários e investidores, mas agora, cada vez mais, se percebe que foram acertadas.

Com uma capacidade muito limitada em hospitais, Israel está corretamente preocupado com os procedimentos sugeridos pelo Imperial College e por outros especialistas em infectologia.

Esses procedimentos não afetam apenas Israel, eles afetam todo o Oriente Médio. A Jordânia está usando o exército para fechar todas as estradas, os países do Golfo estão cancelando todos os voos, na região do Curdistão e outras áreas do Iraque foram decretados toque de recolher. E procedimentos semelhantes se espalham um pouco por todo o planeta.

A preocupação maior no momento é naquilo que os especialistas chama de “achatar a curva”. São bem colocadas as observações do Ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, que comparou o pico do surto à “escalada do Monte Everest”. A preocupação, válida, das autoridades neste momento é “aplainar” este monte.

Diz ainda o Jerusalem Post, que os líderes mundiais não estão dizendo aos seus cidadãos as reais dimensões do problema para evitar que o pânico resulte em conflitos civis e protestos em massa. Em Israel, as autoridades proibiram todos os tipos de reunião potencialmente geradores de protestos coletivos.

A pergunta que se coloca é: Até que ponto isso pode ser considerado democrático? Mas é bom observar que se a origem do surto se deu na China, um país onde não há nenhuma democracia, e foi justamente a ausência dela que permitiu a contenção da cadeia de transmissão neste mesmo país.

Esta é uma das principais razões pelas quais não se pode usar os resultados obtidos pela China como parâmetro para crer que o mesmo ocorrerá em outros países. As decisões tomadas pelo governo chinês foram ditatoriais e a população, extremamente vigiada, policiada, não tinha outra opção a não ser cumprir as duras ordens superiores. Nos países democráticos, os governos dependem da adesão espontânea dos cidadãos. Os cidadãos dos países democráticos exigem resultados, e o estudo do Imperial College mostra que os resultados levarão meses para aparecer.

O MAIOR PROBLEMA

As advertências duras feitas pelo Imperial College chamam a atenção para a importância de não sobrecarregar os serviços de saúde. E, de forma enigmática é lançada uma pergunta: Qual sistema quebrará primeiro, o médico, o econômico, o governamental ou a segurança pública? Este é um questionamento que especialista nenhum tem condições de responder.

Diferentemene de outras crises mundiais, causadas pelo aumento do preço do petróleo, pelo desaquecimento do mercado imobiliário ou pela quebra das bolsas de valores, problemas que atingiam o grosso da população no longo prazo, a atual crise afeta a saúde humana e não a economia. E é democrática, atingindo a todos, ricos e pobres, famosos e anônimos.

Diferentemente de outras gripes, quando uma pessoa é contaminada pelo Covid-19 ela passa a precisar de ventilação mecânica constante e, nos casos mais graves, é necessário manter o doente em quartos individuais de isolamento, com pressão negativa e banheiro individual. Poucos são os hospitais que têm condições de responder de forma eficaz a estas necessidades.

O Jerusalem Post destaca ainda que um dos pontos obscuros da forma como os governos têm lidado com a crise é o fato de que não está claro o tempo necessário do isolamento social e por quantos meses a crise se estenderá. Projeções otimistas sobre a vida voltando ao normal e a economia voltando aos trilhos parecem irrealistas à luz do que se tem observado. “Se os aeroportos ficarem fechados por um ano e as viagens forem limitadas pelo mesmo período, nossas vidas se tornarão cada vez mais semelhantes ao século 18”, conclui o jornal israelense.

Para ler a íntegra da reportagem, em inglês, clique AQUI.

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ROBERTO KEDOSHIM

Fundador e redator do NOTÍCIAS DE SIÃO.

ANDS | JPOST

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