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Quais as ligações de Israel com as explosões no Líbano?


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Uma sequência de explosões devastou o porto de Beirute, no Líbano, no final da tarde desta terça-feira, 04 de agosto. Até o momento em que esta matéria foi finalizada contabilizava-se 100 mortos, 4.000 feridos e um número incalculável de desaparecidos. Há milhares de pessoas desabrigadas. Os hospitais da capital libanesa estão próximos do colapso. A Cruz Vermelha mobilizou 75 ambulâncias e 375 médicos para atender a ocorrência. O Crescente Vermelho, organização similar à Cruz Vermelha, não informou o número de efetivos enviados para o terreno.

Desde as primeiras horas, o Notícias de Sião usou o WhatsApp para transmitir informações que procediam diretamente de Beirute. As informações iniciais eram – e continuam – vagas, mas não contraditórias. Todas as fontes credíveis apontam para um acidente de enormes proporções.

O INÍCIO

Passava das 18 horas locais quando os bombeiros foram acionados para combater um incêndio em um dos armazéns do porto da cidade. Uma fonte da área de segurança afirmou que este incêndio começou durante o trabalho de soldagem em um buraco neste armazém. Antes mesmo da chegada dos bombeiros, o fogo atingiu um armazém contíguo causando uma grande explosão. Imagens capitadas por telefones móveis já antecipavam que se tratava de um depósito de fogos de artifício.

A explosão primária resultou em grandes estragos, majoritariamente na zona onde se encontravam os armazéns. Ato contínuo, exatamente às 18:08:18, no horário local, aconteceu a mais devastadora explosão, causando uma onde de choque que varreu a região, atingindo, inclusive, pessoas que estavam a captar com seus telefones as imagens da primeira explosão. A onda posterior foi tão poderosa que pôde ser sentida no norte de Israel e em Chipre, que dista 240 quilômetros do local.

Conforme Notícias de Sião informou, segundo informações preliminares do governo libanês, uma das hipóteses para esta segunda explosão é que a primeira teria atingido seriamente um depósito onde eram armazenados explosivos e armas capturadas pelas autoridades ao longo de muitos anos. A parte mais sensível deste verdadeiro arsenal era uma grande quantidade de nitrato de amônio apreendida há 6 anos numa operação no Mar Mediterrâneo.

O nitrato de amónio estava à bordo do navio moldavo MV Rhosus, que em 2014 aportou em Beirute com problemas de motor. O navio transportava 2.750 toneladas deste produto que fora carregado em Batumi, na Geórgia, e tinha como destino a cidade da Beira, em Moçambique. Durante a inspeção, os responsáveis pelo navio – e pela carga – fugiram, dando margem à suspeitabilidade quanto a lisura da operação. A tripulação foi repatriada e a carga foi transferida para o armazém que agora explodiu.

O nitrato de amônio é uma espécie de sal inorgânico que tanto pode ser utilizado para fins pacíficos quanto para operações de guerra. Ele é a base para a elaboração de fertilizantes, herbicidas e inseticidas, mas serve também como matéria prima para a fabricação de propelentes sólidos para foguetes e, claro, bombas e explosivos.

Surpreendentemente, e ao contrário do que acontece em situações similares, nenhuma fonte séria apontou o dedo para Israel, pois estava claro que não se tratava de uma ação militar. Israel está em luta com o grupo terrorista Hezbollah, que tem o seu Quartel General na cidade de Beirute, QG este que já mudou diversas vezes de lugar, pois as edificações já foram atingidas algumas vezes pela Força Aérea Israelense.

Antecipando-se às especulações, as Forças de Defesa de Israel emitiram comunicado isentando-se de qualquer participação na ação.

Ato contínuo, o gabinete do Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu informou que Israel estava pronto para enviar, médicos, equipamentos e remédios para socorrer as vítimas. “Israel tem muita experiência em crises humanitárias e este é um momento de colocar de lado diferenças passadas”, afirmou o porta voz do exército israelense para o mundo árabe.

NENHUMA LIGAÇÃO COM ISRAEL

As primeiras informações reforçam aquilo que Notícias de Sião havia antecipado através do WhatsApp: A explosão inicial foi num depósito de fogos de artifício. Entretanto, a rede de notícias Al Arabyia disse que se trata de um depósito de foguetes do grupo terrorista Hezbollah.

Representantes do Hezbollah, no entanto, descartam esta informação. E eles têm razões para isso. Se, de fato, se tratasse de um ataque israelense a um paiol terrorista, a população libanesa questionaria a imprudência do grupo em manter um arsenal como este numa região tão estratégica da cidade.

Paradoxalmente, o Hezbollah tem a favor de si as informações das Forças de Defesa de Israel. Há alguns anos, as FDI anunciaram que o Hezbollah tem interesse em construir uma fábrica de mísseis de alta precisão na capital libanesa. Na oportunidade, as FDI chegaram mesmo a divulgar fotos aéreas da fábrica e esta se encontra numa região muito distante de onde se deram as explosões desta terça-feira.

ANDS | STAND WITH ISRAEL | AL ARABYIA

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