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Pequena aula de História sobre Jerusalém no Século XVI


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Há quem argumente que o Estado de Israel só se tornou viável porque ao final da Segunda Guerra Mundial os americanos e a ONU implementaram uma política de povoamento judaico na então denominada Palestina. Segundo estas pessoas, muitas delas professores de História, a região era totalmente árabe até meados do Século XX, algo que não condiz com as fontes históricas, pois mesmo depois de os romanos terem trocado o nome de Israel para Palestina, os judeus nunca estiveram ausentes da Terra Santa. Tomem como exemplo o trecho desta carta, escrita por volta do ano 1521, por um judeu italiano que visitava Jerusalém. À família, que residia na Lombardia, o viajante escreveu:

“Que bela são as tendas de Jacob em Jerusalém! Desde o amanhecer até ao entardecer e desde a meia-noite até às primeiras luzes da aurora, se escuta nelas a voz dos piedosos e dos que estudam. A cidade possuiu duas sinagogas. A menor pertence à comunidade dos ashkenazim, a segunda, a maior, pertence aos sefaradim, e nas proximidades encontra-se uma grande escola.”

E não era apenas em Jerusalém que a vida judaica florescia. Dirigindo-se aos potenciais interessados em se mudar para Terra Santa, o autor da carta fala da realidade enfrentada pelos emigrantes na cidade de Safed, 200 quilômetros ao Norte de Jerusalém:

“Safed é riquíssima em cereais e azeite de oliveira. Na Palestina há quatro ofícios que se destacam sobre os demais:tecelões, ourives, sapateiros e curtidores; também há pedreiros. O que é suficientemente forte pode empregar-se como jornaleiro; e também os alfaiates podem ganhar bem a vida. Porém aquele que não saiba um ofício ou não possua dinheiro, melhor será ficar em Itália, pois terá de lamentar a sua emigração e ver-se-á obrigado a regressar.”

Os relatos estão registrados na obra História do Povo Judeu, escrita pelo alemão Wener Keller e publicada em 1966.

Na primeira página, Keller escreveu: “ Dedicado a todos os que procuram a verdade.”

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