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Arqueologia

Crime arqueológico irreversível na Samaria

Trabalhadores árabes trituraram as paredes próximas ao Altar de Josué com o objetivo de usar as pedras na pavimentação de uma estrada. O crime aconteceu junto ao Monte Ebal, nos territórios israelenses provisoriamente sob ocupação árabe.

Durante as obras para pavimentação de uma estrada vicinal, trabalhadores da Autoridade Palestina foram filmados triturando as pedras de uma parede de 3.200 anos que pertencia ao local bíblico do altar de Josué no Monte Ebal. A área próxima à cidade árabe de Nablus, também conhecida pelo nome bíblico de Shechem, está localizada na Área B da Cisjordânia e, portanto, o local está sob domínio da Autoridade Palestina.

Representantes da Shomrim al Hanetzach relataram que os trabalhadores árabes haviam triturado pedras antigas da parede externa do local e transformado em cascalho para pavimentar a estrada, bem como feito uso de pedras de dentro do próprio local onde se encontra as ruínas do altar (veja vídeo abaixo).

Além de possuir um valor arqueológico inestimável, o Altar de Josué é também uma das pedras basilares do direito histórico dos judeus sobre toda a Terra de Israel. Toda a Terra e não apenas parte dela. O descrição da sua construção, relatada no Livro de Josué, é uma das provas históricas mais representativas deste direito. Diz o livro:

“Então Josué edificou um altar ao Senhor Deus de Israel, no Monte Ebal.

Como Moisés, servo do Senhor, ordenara aos filhos de Israel, conforme ao que está escrito no livro da lei de Moisés, a saber: um altar de pedras inteiras, sobre o qual não se moverá instrumento de ferro; e ofereceram sobre ele holocaustos ao Senhor, e sacrificaram ofertas pacíficas.

Também escreveu ali, em pedras, uma cópia da lei de Moisés, que este havia escrito diante dos filhos de Israel.

E todo o Israel, com os seus anciãos, e os seus príncipes, e os seus juízes, estavam de um e de outro lado da arca, perante os sacerdotes levitas, que levavam a arca da aliança do Senhor, assim estrangeiros como naturais; metade deles em frente do monte Gerizim, e a outra metade em frente do monte Ebal, como Moisés, servo do Senhor, ordenara, para abençoar primeiramente o povo de Israel.” (Josué 8:30-33)

O ex-ministro da Justiça, Ayelet Shaked, afirmou que “há tentativas implacáveis” de enfraquecer o controle judaico sobre os seus territórios e também de apagar o passado do povo judeu na Terra de Israel. Para Shaked, as ações que anteriormente estavam centradas no terrorismo, avançam agora para a destruição de áreas arqueológicas importantíssimas.

Para Zachi Dvira, arqueólogo da universidade Bar-Ilan, “o que aconteceu no Monte Ebal é a ponta do iceberg sobre tudo o que tem acontecido na Judeia e Samaria nos últimos anos”.

Numa resposta rápida, voluntários, judeus e cristãos (imagem acima), restauraram o que puderam da parede do sítio arqueológico, embora a maioria das pedras originais tenham sido irreversivelmente destruídas.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu proteger os sítios arqueológicos do país, estejam eles onde estiverem: “A respeito do terrível evento no Monte Ebal, dei instruções hoje para que seja feita uma imediata investigação sobre os responsáveis bem como mandei instalar um sistema de segurança no local. Vamos proteger nossos locais históricos”, concluiu o primeiro-ministro.

ANDS | SHOMRIM AL HANETZACH

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