Um suposto jornalista foi morto na cidade de Gaza e a “tribo jornalística”, espalhada um pouco por todo o mundo, encheu páginas de jornais e ocupou todos os espaços possíveis para alardear “mais um crime contra a imprensa” cometido pelo Estado de Israel. Mas, será que foi isso mesmo que aconteceu? Vamos aos fatos.

Na quarta-feira, 19, um ataque cirúrgico, um ataque preciso, destruiu uma casa no bairro Sheikh Radwan, na cidade de Gaza. Dentro da casa, estava o suposto jornalista Yusef Abu Hussein. O ataque foi mortífero. Yusef teve morte instantânea. Numa entrevista à TV Al Jazeera, do Catar, Muhammed Abu Hussein, pai de Yusef disse que a residência da família foi alvo de um míssil: “Conseguimos sair de casa, mas o meu garoto, Yusef, foi morto”, lamentou o gazita.

Como é comum nos ataques de Gaza contra Israel, quando um árabe morre em decorrência da resposta israelense, logo o seu corpo é exposto numa macabra exibição de protesto. E não foi diferente no caso de Abu Hussein.

A imagem do corpo do árabe, envolvido num pano branco encimado por um colete de jornalista, correu o mundo. E os protestos não tardaram a aparecer.

A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e o Sindicato dos Jornalistas Palestinos (PJS) lançaram nota “condenando a morte e os contínuos ataques aos jornalistas” e apelaram à comunidade internacional que “responsabilizassem o governo de Israel” pela morte do suposto jornalista.

No Twitter, Anthony Bellanger, secretário geral da FIJ, escreveu: “Lamentamos a morte de nosso colega Yusef Abu Hussein e enviamos nossas mais profundas condolências à sua família, amigos e colegas. Ele é mais uma vítima inocente do bombardeio brutal que os militares israelenses estão realizando em Gaza. Esta onda de violência deve parar. Os ataques aos jornalistas devem acabar.”

O LADO B DA HISTÓRIA

A imprensa tem insistido em apresentar Yusef Abu Hussein como “jornalista”, sem explicar qual era a empresa jornalística na qual ele trabalhava e, principalmente, que tipo de jornalismo ele fazia.

O colete de jornalista depositado sobre o corpo Yusef Abu Hussein provavelmente não pertencia a ele. É um colete a prova de balas, um colete típico dos jornalistas que trabalham no front, algo que não fazia parte do dia-a-dia de Abu Hussein. O suposto jornalista era locutor na Rádio Sawt al-Aqsa e não um repórter de campo.

A Rádio Sawt al-Aqsa não é uma emissora de cunho jornalístico, mas sim a rádio oficial do grupo terrorista Hamas. É um veículo de propaganda política e não uma empresa de notícias. As transmissões são marcadas por cânticos religiosos, palavras de ordem e incitamento à violência. A página da emissora no Twitter é panfletária, com dezenas de milhares de posts apelando à violência, nada de notícias.

O tweet acima foi publicado na página da rádio na tarde desta quinta-feira, 20, e ele enfatiza o papel da emissora: “Nota importante para nossos honrados seguidores da Rádio Sawt al-Aqsa”, começa o tweet: “Em uma tentativa desesperada de silenciar a voz da resistência, a inteligência da ocupação sionista continua a interromper a transmissão da Rádio Sawt al-Aqsa e continua a transmitir mensagens de incitação contra os resistência.”

Um veículo de “resistência” e não de notícias. Yusef Abu Hussein não era um profissional da comunicação, mas sim um militante dos interesses dos donos da emissora, que é o grupo terrorista Hamas. Logo, Abu Hussein não era um jornalista, mas sim um terrorista.

E aqui nós podemos ver a eficiência da inteligência militar israelense. Na entrevista que deu à Al Jazeera, Muhammed Abu Hussein, o pai do suposto jornalista, disse: “Conseguimos sair de casa, mas o meu garoto, Yusef, foi morto.”

Sheikh Radwan é um bairro densamente povoado, só num dos conjuntos habitacionais estruturado há 30 anos, residem mais de 8.000 pessoas. E a aviação israelense conseguiu acertar justamente na casa onde se encontrava este militante do Hamas. E matou apenas o militante, pois o restante da família, nas palavras do próprio pai, “conseguiu sair”. E quem conseguiria sair de uma casa prestes a ser explodida a não ser que fossem avisados? E esta é uma das marcas da forma como Israel faz suas guerras, poupando inocentes, algo que Yusef Abu Hussein seguramente não era.

O LADO HIPÓCRITA DA IMPRENSA

Logo após a confirmação da morte de Abu Hussein, o briefing distribuído para a imprensa dizia: “O jornalista palestino Yousef Abu Hussein foi martirizado, hoje, quarta-feira, depois que aviões de guerra israelenses atingiram sua casa no bairro de Sheikh Radwan, na Cidade de Gaza. Abu Hussein trabalhava para a estação de rádio local Sawt al-Aqsa, da Faixa de Gaza.”

A notícia foi mais avassaladora do que o próprio míssil que atingiu a casa de Abu Hussein! Logo começaram se espalhar pelas redes sociais uma imagem sorridente do suposto jornalista e a pecha de Israel como “assassinos de repórteres” voltou a encabeçar as manchetes dos jornais. Praticamente nenhum órgão da chamada grande imprensa procurou detalhar que emissora era aquela onde o suposto jornalista trabalhava nem quem era Yusef Abu Hussein e em que circunstâncias aconteceu a sua morte. O objetivo era apontar o dedo para Israel e pronto.

Anthony Bellanger, professor de jornalismo da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, e Secretário-geral da Federação Internacional de Jornalistas, tuitou: “GAZA URGENTE! A filial da IFJ na Palestina (PJS) acaba de me informar que um jornalista palestino, Yusef Abu Hussein, foi morto quando o exército israelense bombardeou sua casa em Sheikh Radwan, distrito de Gaza. O governo israelense deve ser responsabilizado.”

Impressionante! O Secretário-geral de uma das mais importantes associações de jornalistas do mundo, acabara de receber a notícia de uma tragédia, notícia vinda de uma fonte parcial, uma fonte que tinha interesse direto no assunto, já tinha a certeza de todos os fatos envolvidos e já julgara quem deveria ser responsabilizado.

Esta é uma atitude que se choca frontalmente com a imparcialidade, uma das bases da ética jornalística.

Três dias antes, uma jornalista – jornalista de verdade e não uma militante disfarçada de jornalista – sofreu um atentado no centro de Berlin, capital da Alemanha, coração da Europa. A repórter Antonia Yamin, correspondente europeia da emissora estatal israelense Kan, dava uma entrevista para RTL Télé Lëtzebuerg, o principal canal de televisão de Luxemburgo, quando fogos de artifício foram jogados em sua direção (imagens acima). Infelizmente, não foi a primeira vez que isso aconteceu a esta repórter.

Momentos depois, Antonia Yamin compartilhou as imagens no Twitter e comentou: “Cheguei em casa e estou bem (obrigada por todo apoio e mensagens). Agradeço a equipe da RTL (e seus guarda-costas) que quiseram me entrevistar e capturaram este momento. Não é fácil ser uma repórter israelense hoje em dia nas ruas da Europa.”

Quando acontece um único atentado terrorista na Europa, a cobertura jornalística é imensa. Nos países africanos a violência pode campear à vontade, mas nunca repercutirá tanto quanto um pequeno atentado em solo europeu. Mas as imagens do atentado à repórter israelense não repercutiram da mesma forma que repercutiu a morte de suposto jornalista árabe. E o Sr. Anthony Bellanger, Secretário-geral da Federação Internacional de Jornalistas, que deveria defender uma representante da sua classe, não tuitou absolutamente nada sobre o assunto.

Talvez seja ciúmes. O tweet tranquilizador da repórter israelense teve até agora 801 retweets, 192 citações e 3.047 likes. Já a postagem clikbait do Secretário-geral da FIJ recebeu 30 retweets, 5 citações e 28 likes.

Pelo jeito, o todo poderoso líder mundial dos jornalistas não é tão popular assim. Aliás, enquanto o Anthony antissemita segue 1.125 pessoas no Twitter e tem 3.314 seguidores, a Antonia sionista, dona de uma conta 5 anos mais nova, segue apenas 428 pessoas, mas já conta com mais 13.300 seguidores, inclusive o Notícias de Sião. Com muito orgulho.

ANDS| TWITTER

2 Comments

  1. Força meu amado irmão, o Senhor Jesus é contigo, o mundo inteiro precisa saber o que acontece no mundo, você é um dos olhos de Deus nesse mundo. Se odeiam Israel é porque também odeiam a Deus, o Eterno Criador dos céus e da terra. Eles não vão estar com toda essa euforia no inferno.

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