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Israel vence, o Hamas comemora, nada de novo no front

O Hamas aceitou parar os ataques contra o território de Israel como forma de conter os estragos que a aviação e a artilharia israelenses estavam a causar nas suas infraestruturas. Esta é a verdade. Mas, como nesta guerra a maior vítima é a verdade, o lado árabe está a cantar vitória.

Após 11 dias de lançamentos de rockets contra a população civil israelense, o grupo terrorista Hamas aceitou um cessar fogo mediado pelo Egito. Como nas anteriores tréguas, nunca se sabe até quando durará o compromisso árabe.

As escaramuças dos últimos dias ceifaram a vida de 13 pessoas no lado israelense, sendo que 1 deles era soldado e 2 imigrantes. Ao longo das duas últimas semanas, centenas de pessoas foram tratadas com ferimentos e o pânico gerado pelos lançamentos a esmo dos rockets enviaram milhares de pessoas, diariamente, para abrigos não só próximos ao teatro dos acontecimentos, junto à Faixa de Gaza, mas também a locais mais distantes, como Tel Aviv e Jerusalém.

O lado árabe terminou a guerra com 1.900 pessoas feridas e 243 mortos. Segundo anunciou a agência de notícias Reuters, 25 destes mortos faziam parte do alto escalão do Hamas e 175 eram terroristas ligados ao grupo, ou seja, das 243 mortes, 200 eram terroristas. Pegos no fogo cruzado, muitas vezes servindo de escudo humano, morreram 43 pessoas sem ligação direta com o Hamas.

Como parte da propaganda antissionista, lideranças árabes conclamaram seus apoiantes a comemorarem nas ruas, como se fosse uma vitória.

Árabes invadiram as ruas de Gaza em êxtase enquanto os alto-falantes da principal mesquita da cidade celebraram “a vitória da resistência alcançada sobre a ocupação (Israel)”. Em Jerusalém, houve carreatas com direito a buzinaço pelas ruas do bairro árabe de Sheikh Jarrah e bandeiras palestinas eram hasteadas.

Mesmo depois da hora acordada para o cessar fogo, 2h da manhã da sexta-feira no horário local – 22h da quinta em Lisboa e 18h em Brasília – ainda aconteceram mais lançamentos de rockets e Israel respondeu, cirurgicamente como sempre, apenas com 1 ataque aéreo.

O Egito se comprometeu a enviar duas delegações para monitorar o cessar fogo.

O VERDADEIRO VENCEDOR

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a operação atingiu a capacidade do Hamas, grupo islâmico que comanda Gaza, de lançar mísseis contra Israel.

Netanyahu disse que os militares israelenses atacaram e destruíram a extensa rede de túneis do Hamas em Gaza, suas fábricas de rockets, laboratórios de armas e instalações de armazenamento, neutralizando definitivamente mais de 200 militantes, incluindo 25 membros de alto escalão.

“O Hamas não pode mais se esconder. É uma grande conquista para Israel”, disse Netanyahu em um discurso na televisão. “Eliminamos uma parte importante do escalão de comando do Hamas e da Jihad Islâmica. E quem não foi morto sabe hoje que nosso longo braço pode alcançá-lo em qualquer lugar, acima do solo ou no subsolo”.

ANDS | REUTERS

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