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Arqueologia

Moedas encontradas na Judeia provam o óbvio: A Judeia sempre foi e ainda é dos Judeus.

Duas moedas descobertas em Khirbat Jib’it, na Judeia, uma região que o mundo insiste em chamar de Cisjordânia, provam, uma vez mais, que a presença judaica na região é incontestável.

As moedas datam de cerca de 2.000 anos e foram encontradas na região de Binyamin, no centro do país. Historicamente esta região é conhecida como Judeia, mas atualmente está sob provisório domínio árabe.

Como NOTÍCIAS DE SIÃO já comentou, os árabes praticamente não desenvolvem pesquisas arqueológicas no território que hora dominam, pois se o fizerem, de forma honesta e científica, os vestígios que virão à tona serão majoritariamente judaicos.

No entanto – e onde é possível – arqueólogos israelenses realizam importantes pesquisas, como esta, feita pela Universidade Bar-Ilan, apoiada pelas autoridades do Conselho Regional de Binyamin, uma área que fica no Norte do Deserto da Judeia.

“Realizamos a pesquisa há cerca de um ano com um grupo de alunos”, disse ao Jerusalem Post o Dr. Dvir Raviv da Universidade de Bar-Ilan, que liderou a iniciativa. “Ouvimos falar de saqueadores de antiguidades ativos na área, especialmente em uma caverna perto de Wadi Rashash. Visitei a caverna e vi fragmentos de cerâmica e o potencial para descobertas interessantes.”

Por ter sido encontrada nesta região, as moedas estão sendo chamadas de “Moedas de Wadi Rashash”.

Wadi, cuja pronúncia pode ser uádi, uade ou uédi, é uma palavra árabe, cujo significado é “águas mananciais ou rio”, e se referem, normalmente, a leitos secos de rios por onde correm águas apenas nas temporadas de chuva.

Por todos os impedimentos legais que envolvem pesquisas arqueológicas nestas áreas, com a ONU e a UNESCO mais atrapalhando do que ajudando, os arqueólogos tem que se restringir a recolher amostras encontradas na superfície dos sítios arqueológicos, pois estão impedidos de escavar ou só podem escavar áreas muito limitadas. Nestes casos, os arqueólogos contam mais com a sorte do que com a ciência.

As moedas encontradas em Hirbet J’bait foram cunhadas por volta do ano 67 a.C., apresentam de um lado uma folha de videira e a inscrição em hebraico “Herut Zion” (“Liberdade de Sião”), e do outro uma taça e a inscrição “Ano Dois” (clique na imagem acima para ver detalhes das moedas).

Apenas três anos depois depois desta data, em 70 d.C., os romanos destruiriam o Templo de Jerusalém. Vários outros vestígios desse período, incluindo um mikvê, o local para o banho ritual dos judeus, foram descobertos na área.

“A moeda de Wadi Rashash indica a presença de uma população judia na área até o final da revolta de Bar Kochba, em contraste com o que antes acreditavam os pesquisadores: que os assentamentos judeus ao norte de Jerusalém foram todos destruídos durante a Grande Revolta e a área não voltou a ser habitada depois”, comentou o arqueólogo Dvir Raviv.

“Esta moeda é, de fato, a primeira prova de que a região de Akrabat, o mais setentrional dos distritos da Judeia durante o período romano, era controlada pela administração de Bar Kochba”, concluiu o arqueólogo.

Até agora, a descoberta mais próxima de moedas da época de Bar Kochba ocorreu em uma escavação liderada por americanos na década de 1960, em uma caverna a cerca de seis quilômetros de Wadi Rashash, local da atual descoberta.

Além das moedas, os arqueólogos descobriram fragmentos de cerâmica e outros elementos que sugerem a continuidade do assentamento judaico na época.

ANDS | JPOST

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