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Árabes se recusam a investigar morte de jornalista árabe

Shireen Abu Akleh, uma jornalista de 51 anos, correspondente da TV Al-Jazeera, foi morta hoje durante uma operação das Forças de Defesa de Israel (IDF) na Samaria.

As IDF estão em ação nos territórios sob transitório domínio árabe, numa incursão que visa alcançar todos os envolvidos no ataque terrorista ocorrido na última quarta-feira, 5, quando Israel comemorava os 74 anos da sua independência.

Asad Yusef Al Rifai, de 19 anos, e Subhi Imad Abu Shukair, de 20 anos, assassinaram 3 israelenses e deixaram mais 2 em estado grave, na cidade de Elad. Dois dias depois, foram presos. Neste momento, as IDF desenvolvem uma operação para deter os demais responsáveis pela organização e execução dos atentados.

Ao fazer a cobertura da operação, a jornalista Shireen Abu Akleh recebeu um tiro na cabeça e outro jornalista árabe, que estava com ela, recebeu um tiro nas costas.

Profissionais isentos, que conhecem a formação dos soldados israelenses e a ligação destes com os jornalistas, mesmo aqueles que trabalham para órgãos hostis a Israel, logo levantaram suspeitas sobre a autoria dos disparos. O Ministério da Saúde da Autoridade Palestina, no entanto, foi categórico: Abu Akleh foi morta por um soldado israelense!

Segundo Ali Smoudi, um jornalista veterano que estava com Abu Akleh, eles chegaram ao local para fazer a cobertura das operações das IDF quando, “de repente, eles abriram fogo contra nós”. Smoudi, que ficou ferido durante o incidente, afirmou ainda que ninguém lhes fez nenhum alerta antes do início do tiroteio.

“Eles a mataram a sangue frio”, afirmou Ali Smoud. “A primeira bala me atingiu, a segunda atingiu a ela.”

Smoudi rejeitou as alegações das IDF de que havia palestinos armados na região. “Não havia combatentes da resistência”, disse ele. “Estávamos sozinhos na área.”

A própria expressão “da resistência”, já denota o carácter militante do jornalista. E seu relato é mais uma razão para se desconfiar da versão apresentada pela imprensa árabe, pois não se tem nenhum registro de ações deste tipo nas operações empreendidas pelas IDF.

Em poucas horas, as redes sociais e os órgãos de comunicação árabes, “investigaram”, “julgaram” e “concluíram”: Israel assassinou a jornalista.

A VERSÃO DE ISRAEL

“Durante uma operação no campo de refugiados de Jenin, suspeitos dispararam uma enorme quantidade de tiros contra nossas tropas e lançaram dispositivos explosivos improvisados. As forças [israelenses] revidaram com fogo real”, disse o porta-voz das IDF, o Brigadeiro General Ran Kohav.

“Não creio que a tenhamos matado”, afirmou Ran Kohav, “e oferecemos aos palestinos a possibilidade de fazermos uma investigação conjunta do incidente. Se realmente o tiro partiu de um dos nossos soldados, assumiremos a responsabilidade, mas não nos parece ser esse o caso”.

Para Ran Kohav, os palestinos “podem ter uma boa razão” para não aceitar esta proposta de uma investigação conjunta, pois “se o fizerem, teremos respostas melhores para o caso”.

Segundo informações do Jerusalem Post, as autoridades palestinas se recusam a investigar o incidente de forma isenta, em parceria com Israel, e anunciam que farão suas próprias “investigações” (sic).

O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, disse que a afirmação do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, de que as forças israelenses eram “totalmente responsáveis” pela morte da jornalismo, é uma acusação “sem bases sólidas” contra Israel.

Bennett disse ainda que, de acordo com as informações que Israel dispõem, “há uma forte probabilidade” de que a bala que matou a jornalista tenha partido de uma arma palestina, pois os árabes estavam disparando de modo totalmente descontrolado.

A evidência mais clara da culpabilidade dos palestinos é o fato de que Israel tem documentado um palestino a gritar que havia atingido um soldado israelense: “Nós atingimos um soldado, ele está caído no chão”, gritou o palestino. A questão é que nenhum soldado israelense ficou ferido no decorrer da operação.

ANDS | JPOST

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