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Israel inaugura o primeiro banco de sangue à prova de mísseis

Foi inaugurado nesta segunda-feira, 02, na cidade de Ramle, região central de Israel, o primeiro banco de sangue subterrâneo do mundo. O Centro Nacional de Serviços de Sangue de Marcus é uma fortificação capaz de resistir a terremotos, ações químicas e biológicas e até mesmo a ataques de mísseis. Com uma população em franco crescimento, o MNBSC está preparado para suprir altas demandas em casos de ataques contra a nação de Israel.

A expectativa do governo de Israel é que o país atinja o dobro da capacidade anual de processamento de sangue, tão logo as instalações estejam plenamente operacionais, o que está previsto para o final deste ano.

O Marcus National Blood Services Center (MNBSC), que faz parte do serviço de emergência do Magen David Adom (MDA), o correspondente israelense da Cruz Vermelha Internacional, tem por objetivo fornecer todos os componentes sanguíneos necessários atender não só a demanda dos hospitais e clínicas bem como das Forças de Defesa de Israel.

O complexo subterrâneo será capaz de processar quase o dobro das 260.000 unidades anuais que atualmente são coletadas em Israel, sendo que só o MDA coleta mais de 1.000 unidades todos os dias.

“Poderemos processar e testar 500.000 unidades por ano, o que permitirá que Israel tenha um excelente estoque de sangue – protegidos e grandes o suficiente – pelos próximos 20 o 30 anos”, afirmou a Professora Eilat Shinar, diretora da Divisão Nacional de Serviços de Sangue do MDA.

Eilat Shinar informou ainda que embora o número de unidades processadas seja surpreendente, ainda não é o suficiente para atender a uma grande demanda, caso seja necessário. “Precisamos ser capazes de processar muito mais unidades em [tempos de] paz e, é claro, se houver uma guerra, temos que estar preparados para fornecer sangue a todos que precisarem”, concluiu a diretora.

O atual Centro Nacional de Serviços de Sangue de Israel foi construído na década de 1980 e está localizado em Tel Hashomer, nas proximidades de Tel Aviv. Ele continuará a operar durante o período de transição e depois será desativado, passando a ser usado apenas base de apoio e distribuição em casos de extrema emergência. De acordo com Eilat Shinar, as antigas instalações não estão mais em conformidade com os códigos de construção sísmica, tornando-a passível de sofrer sérios danos em casos de terremotos.

UM VERDADEIRO BUNKER

O novo banco de sangue é uma espetacular obra da engenharia moderna. O núcleo duro do projeto está abaixo do solo e conta com um prédio-escudo acima dele, prédio este que é dotado de abrigos antiaéreos, salas de treinamento e uma ala para a recepção dos doadores de sangue.

A parte subterrânea do prédio é totalmente blindada, com paredes em concreto armado, portas anti-explosão, câmaras de ar e mecanismos de proteção contra ataques químicos e biológicos.

De acordo com Moshe Noyovitch, o engenheiro industrial e mecânico responsável pela supervisão do projeto, a blindagem da parte subterrânea foi o maior desafio tecnológico da construção.

Segundo Noyovitch, o novo banco de sangue foi projetado tendo em vista um cenário de guerra, por isso ele tem características de um prédio militar, embora seja uma instalação civil.

E como nos dias de hoje tudo gira em torno das ferramentas informáticas, o novo banco também está altamente preparado para a defesa de ataques cibernéticos.

Catherine Reed, CEO da AFMDA, e Moshe Noyovitch, engenheiro responsável pelo projeto.

O custo total do novo centro foi de 135 milhões de dólares, valores adquiridos através da organização Amigos Americanos da Magen David Adom (AFMDA) e de grandes filantropos judeus, incluindo o magnata Michael R. Bloomberg entre outros.

“A população de Israel cresceu muito e as instalações atuais [do banco de sangue israelense] não tem a capacidade que precisamos para atender a demanda da população”, explicou Catherine Reed, CEO da AFMDA. “Em 1987, não havia mísseis com capacidade de atingir Tel Aviv, algo possível nos dias de hoje, concluiu a diretora.

A cidade de Ramle foi escolhida devido à sua localização estratégica, pois está situada na região central de Israel, próxima do Aeroporto Internacional Ben-Gurion e junto às principais rodovias do país.

Quando estiver plenamente operacional, o Marcus National Blood Services Center empregará 374 profissionais altamente qualificados.

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